Nokia faz pacto com a Microsoft: veja como ficam MeeGo, Qt e Symbian

A manhã de sexta-feira começou com a confirmação do que muitos já davam como certo: a Nokia fez um pacto com a Microsoft, que ela chama de “aliança estratégica”, envolvendo o Windows Phone, Bing, Xbox Live e Office. Futuros smartphones da marca serão baseados no Windows Phone (com Bing, Office, Xbox Live…), as suas lojas virtuais de conteúdos serão assimiladas pelas da Microsoft, o Ovi Maps passará a usar o Bing, e por aí vai.

A Nokia avisou para os investidores que 2011 e 2012 serão anos de transição. Quando um jornalista perguntou o que aconteceria com a Finlândia (sede da Nokia), o CEO da empresa respondeu que o sucesso da empresa será bom para a Finlândia, mas que haverá substanciais cortes de empregos, tanto lá quanto ao redor do mundo (lamento pelos amigos que trabalham lá com MeeGo e Qt, mas se eles não estiverem incluídos nos cortes dessa vez, creio que farão bem em procurar outras opções mesmo assim).

A conclusão, sob um ponto de vista de negócios (e não necessariamente tecnológico) é que os responsáveis por essa estratégia consideram que é mais rápido e lucrativo abraçar-se com a Microsoft desse modo do que continuar tentando fazer mudar a direção do mercado usando o MeeGo, o Symbian e seus componentes – ou que as condições da companhia operar acabariam antes de ela conseguir colocar em prática o que tinha em mente para estes sistemas.

Mas o MeeGo e o Symbian não morreram para a Nokia. Nada disso! O MeeGo agora é visto como “um projeto open source que dará ênfase à exploração do mercado de longo prazo, para dispositivos, plataformas e experiências de usuário de próxima geração.” Não é de se admirar que o responsável pelo MeeGo na Nokia saiu da empresa já desde ontem, e agora essa área descerá um nível corporativo, com a chefia sendo acumulada pelo responsável por smartphones.

Já o Symbian terá outra espécie de jazigo corporativo: seu objetivo será alavancar os investimentos anteriores, para colher valor adicional (a expectativa finlandesa é vender 150 milhões de aparelhos assim ainda neste ano), retendo e promovendo a transição de sua base de usuários.

E o Qt (que também é fundamental para o KDE, é código aberto e é da Nokia), cujos desenvolvedores em outubro comemoraram a transição anunciada pela empresa, que passaria a desenvolver exclusivamente com ele, tem uma situação já bem clara: nada de desenvolvimento em Qt para o Windows Phone pelas mãos da Nokia, e quem quiser desenvolver aplicativos para os smartphones da empresa deverá adotar o conjunto Windows Phone Developer Tools (Visual Studio 2010, Expression, Silverlight e o framework XNA), da MS – que também se oferece para guiar desenvolvedores interessados em portar seus aplicativos voltados aos modelos antigos da Nokia para a sua plataforma. Mas, assim como MeeGo e Symbian, o Qt ainda não morreu na Nokia: ele será mantido para operar nos novos modelos de manutenção e exploração do MeeGo e Symbian descritos acima.

Pelo jeito o discurso de “nossa plataforma está em chamas” que o CEO da Nokia apresentou no início da semana pode ser interpretado de várias maneiras. Na minha, o personagem dele é uma versão moderna de Nero, o imperador.

Fonte: BR-Linux

O que a Nokia fez?

Vamos começar pelas opções: Windows Mobile Phone (7) ou Android? Microsoft ou Google? Ou manter o MeeGo, Qt e Symbian?

Se fosse de Android:

- Share baixo, muitos aparelhos de diversas marcas.

- Plataforma de desenvolvimento amplo,  de código aberto, bem popularizado. Desenvolvimento suportado pelo Google, precisaria adaptações personalizadas.

- If share_baixo then Concorrência alta.

- Atualizações do Android vão de 6 em 6 meses, pelo que me lembro. A Nokia ou fazia igual aos outros, parava no tempo (como fez com o Symbian) ou atualizava e mantinha o único diferencial além do hardware.

Conclusão: Share baixo, concorrência alta, atualizações, adaptações, setor de pesquisa e desenvolvimento a todo vapor, custo eventualmente mais alto, mais baixo que manter o MeeGo ou mesmo o Symbian.

Se mantivesse o MeeGo, Qt e Symbian

- Não conheço 1 que realmente goste dos Symbian (em comparação com o iOS e Android). Compravam porque era Nokia.

- Pesquisa e desenvolvimento caríssimos, quase na casa dos bilhões de obamas, isso é MUITO alto pra um retorno TÃO baixo.

- A Nokia já provou que não é competente pra fazer software e foi burrice começar com isso pensando que iria monopolizar o mercado. Symbian FOI bom.

- O share atual da Nokia prova que não é porque é Nokia que é bom.

Então por que escolheram o Windows Phone?

- Ninguém usa. Talvez foi burrice, mas quase não existem aparelhos com WP7 (Windows Phone 7) no mercado, então se o Windows Phone se destacar será um diferencial, apesar de não exclusivo.

- Gastos baixos com desenvolvimento de software. Só personalizações, adeus merda pesada Ovi Store! Agora o Marketplace da Microsoft.

- Windows Mobile/Windows Phone já tem suas aplicações no Windows 7, e muito fácil de instalar. Até os dinossauros conseguem. Sem contar que um download de 50 Mb do software é bem menor que os 350 Mb que a Nokia te obrigava a instalar para transferir fotos do seu dispositivo.

- Apoio total da Microsoft. E quem já usou o suporte deles sabe que eles REALMENTE resolvem as questões. Já o Android, não sei como funciona ou mesmo que nível de suporte eles ofereceram.

Conclusão

Só o tempo dirá se foi a melhor escolha. Eu adoraria ver Nokia rodando Android, adoraria muito mais ver Nokia rodando iOS, mas só em sonhos. No entanto, pro momento, pra saúde financeira da empresa (que não anda bem) acho que a Microsoft foi a melhor medida.

Diferentemente do que muitos pensam, a Palm tentou o Windows Mobile e afundou não por causa do Windows Mobile, mas sim porque Palm? Quem usa? Os celulares cada vez mais “smart” e notebooks a preços de desktop contribuíram para o que o nicho que usava desaparecesse. E não adianta dizer que não é assim, porque é. Quem usava Palm? Hein? Nos anos 90… nos anos 90… Caso parecido? Talvez. Mas só se você considerar que o nicho que usa celulares vai desaparecer.

Hoje uso diariamente um Android, 2.2, bem modificado e um Windows Mobile 6.1 (personalizado). Mas testaria feliz um Windows Phone 7. Qual eu prefiro? O Android, mas como são celulares de gerações diferentes, não dá pra comparar…

Nokia quer levar e-mail para as massas

Barcelona – Serviço Nokia Messaging vai competir com MobileMe, da Apple.

Não foi só o N97, nova aposta da Nokia para conquistar uma fatia do mercado de smartphones com telas sensíveis a toque, que a empresa anunciou no NokiaWorld 2008, que acontece em Barcelona, na Espanha.

A companhia apresentou também o Nokia Messaging, passando a competir com o serviço MobileMe, da Apple.

“Mais de 75% da população mundial não tem e-mail”, declarou Olli-Pekka Kallasvuo, CEO e presidente da Nokia, durante a abertura do evento. “E muitas dessas pessoas vão ter a primeira experiência de um e-mail no celular.”

Sabendo que existe uma oferta de e-mails grátis, a Nokia diz que não quer competir com Gmail, Hotmail ou Yahoo Mail. Ao contrário, o novo serviço integra-se facilmente com eles.

Para quem não tem nenhum e-mail, explica Niklas Savander, vice-presidente executivo da Nokia, o consumidor poderá criar uma conta gratuita, que funcionará tanto no celular, como no computador.

O Nokia Messaging, além de dar acesso a e-mail, vai também permitir que os consumidores acessem seus serviços de mensagem instantâneas pelo celular, como o Windows Live Messenger, Google Talk, Yahoo! Messenger, entre outros.

Oito países, a maioria europeus, vão começar a usar o novo serviço. Nesta primeira fase, a Venezuela é o único local da América Latina é a ter o serviço disponível. Não há previsão de quando ele chega ao Brasil.

*O jornalista viajou a Barcelona a convite da Nokia.
Fonte: IDG Now!