Intel é investigada por práticas desleais nos EUA

Departamento de Justiça acusa o fabricante de chips de pressionar a indústria de computadores a utilizar seus produtos

AFP

O Departamento de Justiça do Estado de Nova York anunciou nesta quarta-feira (4) que investiga a número um dos microprocessadores, a Intel, por práticas desleais. O DJ acusou a companhia de pressionar fabricantes de computadores a usar seus produtos.

- A Intel enfrenta o direito do estado e do país realizando uma campanha mundial sistemática, revelada em seu correio eletrônico, visando manter sua posição de monopólio e seus preços no mercado dos microprocessadores.

Em nota, o departamento disse que “a Intel recorre à corrupção e a pressões para estrangular o mercado”.

A Intel já havia sido condenada em maio pelas autoridades europeias a pagar uma multa recorde de 1,06 bilhão de euros (R$ 2,70 bilhões) por ter afastado do mercado de maneira ilegal sua concorrente, a AMD.

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Fonte: R7

Paraná torna ilegal uso de software para redes de compartilhamento

E a put@$i@ baixaria continua…

Dono do site iPlay é responsabilizado por oferecer download do programa K-Lite Nitro e decisão torna ilegal acesso a redes P2P no Estado.

O Tribunal de Justiça do Paraná declarou ilícito na segunda-feira (14/9) o uso de qualquer software “que possibilita a conexão às redes peer-to-peer” e efetue o “download de arquivos musicais pela internet”.

A proibição do uso de softwares P2P faz parte da decisão de um processo iniciado há dois anos pela Associação Protetora de Direitos Intelectuais Fonográficos (APDIF), órgão atualmente substituído pela Associação Antipirataria de Cinema e Música (APCM), contra o site iPlay, da Cadari Tecnologia da Informação Ltda.

A Justiça paranaense também determinou que o site iPlay retirasse do ar o link para download do software K-Lite Nitro, usado para baixar músicas de três diferentes redes P2P – OpenFt, Ares e Gnutella.

Pela decisão, o site seria “potencializador” de downloads ilegais só por oferecer o software.

“Vamos nos defender porque sempre tive a convicção de que isso [hospedar o programa para download] não é ilegal, uma vez você pode usá-lo para compartilhar conteúdo legal também”, afirmou Nelson Luciano Cadari, dono do iPlay, ao IDG Now!.

Segundo o blog Internet Legal, uma decisão anterior, publicada em fevereiro pelo mesmo desembargador relator da atual decisão, Xisto Pereira, determinava que fosse inserido um filtro no software K-Lite Nitro que impedisse o download de arquivos fonográficos protegidos por direitos autorais.

A APCM forneceu à empresa de Cadari um CD contendo os nomes de mais de quatro milhões de músicas protegidas por direitos autorais que deveriam ser filtradas para que não pudessem ser baixadas pelo K-Lite Nitro, alega o réu.

“Nenhum desses sistemas tem filtragem de músicas protegidas. Achamos ilógica essa decisão, porque não dá para colocar filtro no K-Lite. Não somos nós quem fornecemos o programa e não tem como tirá-lo da internet, você tem acesso a ele em qualquer lugar”, afirmou Cadari.

O desembargador usou o exemplo de um estabelecimento que comercialize uma substância entorpecente (ato ilícito) e refrigerante (ato lícito) para respaldar a determinação de suspender o download do K-Lite do site iPlay.

“É lógico que a cessação de toda atividade se impõe como forma de findar a conduta ilegal,” afirmou o relator Xisto Pereira na decisão.

A Justiça paranaense abre um precedente ao declarar ilícita qualquer conexão a redes de compartilhamento por parte dos usuários. Esta é, de acordo com o blog Internet Legal, a primeira decisão de que se tem notícia que determina tal ação como ilegal.

Embora já tenha retirado o K-Lite de seus servidores, Cadari declarou que vai recorrer da decisão. Procurada pela reportagem do IDG Now!, a porta-voz da APCM não foi encontrada.

Fonte: IDG Now!

A Justiça paranaense abre um precedente ao declarar ilícita qualquer conexão a redes de compartilhamento por parte dos usuários. Esta é, de acordo com o blog Internet Legal, a primeira decisão de que se tem notícia que determina tal ação como ilegal.”

Taí, mais um exemplo…. Tornar ilegal uma rede P2P. Bom, proibam o servidores web também. Que a conexão entre o cliente e o host que hospeda o site é ponto a ponto.

Sabe quem mais se beneficiam com essas proibições? NÃO SÃO AS GRAVADORAS, RIAA, CHINELAGEM A 4. SÃO AS OPERADORAS DE BANDA LARGA. Quanto menos banda se utilizarem em P2P, mais banda as “vítimas”, tadinhas… tem pra vender a seus “ricos” clientes…

É bom o pessoal se alertar, pôr as cartas na mesa e ver, querem banir P2P não por causa dos direitos autorais, mas sim por operadoras de banda larga, que não vêem outra maneira de freirar isso tudo, já que traffic shapping/throttling, é uma corrida de gato e rato, sai uma versão nova do eMule, Torrent, com criptografia diferente, a operadora fica “indefesa, coitada”…

Nova lei contra pedofilia online preenche ‘lacunas inaceitáveis’

São Paulo – Para especialistas, Brasil agora vai poder “punir efetivamente” a exploração de crianças e número de prisões deve aumentar.

A aprovação do Projeto de Lei 3773/08 (PDF), que endurece o combate à pedofilia na internet brasileira, preenche uma importante lacuna na legislação nacional e deve levar a mais prisões no país, na avaliação de dois especialistas ouvidos pela reportagem do IDG Now!.

Para Adriana Scordamaglia, procuradora da República em São Paulo e integrante do grupo de combate aos crimes cibernéticos do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP), “a nova legislação é um grande avanço”. “Essa lei transforma em crime condutas como exposição, venda e posse de conteúdo (de pedofilia)”, disse a procuradora.

Já Thiago Tavares, presidente da Safernet, associação voltada ao combate à pornografia infantil na internet brasileira,  afirma que a falta de tipificação dos crimes “era uma das lacunas inaceitáveis e consistia numa das principais causas da impunidade em relação à pedofilia.”

Ele lembra que centenas de agentes da Polícia Federal foram mobilizados nas duas maiores operações contra a pornografia infantil na web, Carrossel 1 e Carrossel 2. No total, foram cumpridos mais de 200 mandados de busca e apreensão, mas apenas duas pessoas foram presas, pois a lei não considerava crime a posse de fotos de pornografia infantil. “Havia farto material, mas não podia dar voz de prisão, porque a posse e o armazenamento não eram considerados crimes”, disse Tavares.

Com a aprovação do PL, Tavares acredita que “o Brasil está saindo da água para o vinho”. “Agora teremos condição de punir efetivamente esses crimes e as operações policiais agora serão para cumprir mandados de prisão.”

A procuradora da República Adriana Scordamaglia também acredita que a lei “será um fator para o aumento da perseguição penal”. Ela disse, porém, que “há necessidade de uma participação maior dos provedores de acesso e de serviço com o Ministério Público e a Polícia Federal”. A procuradora defende, por exemplo, que os sites “preservem o conteúdo e os dados dos usuários” para que eles possam ser usados como prova.

O PL foi originado no Senado e, com a aprovação na Câmara dos Deputados, depende apenas da sanção presidencial para entrar em vigor. Segundo Tavares, da Safernet, espera-se que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assine a lei até o dia 25 de novembro, quando começa o 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que acontece no Riocentro, no Rio de Janeiro. “Assim que o PL for sancionado, o Brasil estará entre os países com legislação mais moderna para combater a pedofilia na internet.”

Fonte: IDG Now!

Câmara vota criminalização de pedófilos na internet

A Câmara dos Deputados prevê para esta quinta-feira (6) a votação do projeto de lei que criminaliza diversas práticas relacionadas à pedofilia, sendo que muitas delas são viabilizadas pela internet. Segundo a Safernet, organização não-governamental que defende os direitos humanos na web, essas propostas elaboradas pela CPI da Pedofilia preenchem lacunas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Com a aprovação do projeto, será possível criminalizar condutas como a aquisição e a posse de material pornográfico por meio da internet”, explica comunicado da ONG. Thiago Tavares, presidente da Safernet, afirma que assediar crianças por meio de sala de bate-papo, sites de relacionamento e MSN, por exemplo, passará a ser crime no país.

Segundo comunicado da ONG, a nova legislação corrigirá lacunas atuais que impedem que pedófilos sejam punidos. A Safernet recebe diariamente 2,5 mil denúncias por dia referentes a crimes cibernéticos, sendo que 60% delas estão ligadas à pornografia infantil.

Projeto

Entre as propostas, está a criminalização — com pena de quatro a oito anos e multa — da aquisição e do armazenamento de pornografia infantil, práticas atualmente não previstas no ECA. Há também multa e detenção de um a três anos para aqueles que aliciarem, instigarem ou constrangerem uma criança, por qualquer meio de comunicação, visando a prática de “ato libidinoso”.

As penas são semelhantes para pessoas que facilitarem ou induzirem acesso de crianças a material pornográfico ou as levarem a se exibir de forma sexualmente explícita. A proposta inclui ainda punição para os provedores de internet que oferecerem serviços para armazenamento de conteúdo pedófilo ou garante o acesso via internet a essas informações.

Também está prevista detenção de quatro a oito anos para aquele que produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. A mesma pena refere-se a quem agencia, facilita, recruta, coage ou intermedeia a participação de criança ou adolescente nessas cenas – a lei atual, compara a Safernet, pune apenas quem contracena com os jovens.

A pena também é de quatro a oito anos para quem vender ou expuser conteúdo pedófilo, enquanto aqueles que distribuem pornografia infantil (por qualquer meio, inclusive virtual) podem pegar de três a seis anos de cadeia.

Fonte: G1

Velox sem provedor

São Paulo – Liminar da Justiça do Pará – válida em todo Brasil – considera oferta do Velox da Telemar com provedor adicional ‘venda casada’.

A Telemar será obrigada a oferecer acesso à internet sem provedor adicional para os clientes do serviço Velox de todo o Brasil. A liminar, do juiz federal Antonio Carlos de Almeida Campelo, da 5ª Vara Federal em Belém, Pará, considera que a prática da Telemar é uma venda casada, que é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Segundo o Ministério Público Federal, a Telemar havia alegado que só poderia oferecer acesso à internet por meio de algum provedor pago. Porém, uma investigação da Coordenadoria de Informática do MPF apontou que, ao contrário do acesso à internet discada, o acesso em banda larga fornecido pelo Velox (ADSL) permite a conexão utilizando apenas a infraestrutura de servidores DNS (domain name system) e o endereço IP (internet protocol) da própria Telemar, o que torna desnecessário o provedor de conteúdo.

Para o MPF, a Telemar pratica venda casada “porque bloqueia o direito de escolha do consumidor, impedindo que ele use provedores gratuitos, por exemplo”.

Procurada pela reportagem, a Telemar disse que ainda não se pronunciará sobre o assunto por se tratar de um processo “ainda em curso”.

A liminar também aponta a Anatel como responsável, pois ter editado uma norma determinando o uso de provedores pagos para o acesso a internet induzindo, assim, os usuários a um gasto que poderia ser evitado, além de limitar a livre concorrência e o direito à informação para a sociedade.

Anatel e Telemar terão que pagar multa diária de 100 mil reais em caso de descumprimento da decisão judicial, que começa a valer assim que forem notificadas pela Justiça Federal. Ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Em 2007, a Telecômica Telefonica também foi proibida de exigir contratação de provedores de internet junto a seu serviço de banda larga Speedy.

Fonte: IDG Now!